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Especial Minha Vida no Gabi: o sonho de ver o filho com independência

Continuando o especial “Minha Vida no Gabi” com história de mães atípicas em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, conheça Audrei Castilho, mãe do Wesley, jovem com deficiência não diagnosticada.


“Começou com uma crise convulsiva, e a partir dai também iniciou a nossa luta. Até hoje não descobriram o diagnóstico dele” relata Audrei Castilho.

Com 46 anos, ela trabalha como manicure na região da Av. Cupecê, onde mora. Divide seu tempo entre atender suas clientes e cuidar do filho Wesley, que aos 27 anos ainda não foi diagnosticado. 

Os primeiros sintomas do filho apareceram quando ele ainda tinha 3 anos. Antes disso, Audrei conta que o menino se desenvolvia sem dificuldades, até as primeiras crises convulsivas e de ausência – quando a pessoa tem lapsos de atenção – acontecerem e se tornarem recorrentes a ponto de Wesley parar de andar.

“A nossa luta não é fácil. Peço a Deus, todos os dias, que me fortalece e me dê sabedoria para ser uma mãe melhor” desabafa Audrei.

Falta diagnóstico e busca pela independência do filho

Por intermédio da irmã, a qual o filho na época teve Meningite e ficou surdo, Audrei encontrou tratamento para Wesley. As duas enfrentaram a nova realidade juntas, se apoiando. “Ela sempre me ajudou muito até hoje. Somos bem unida. Graças a Deus” contou Audrei.

Depois de vários exames e avaliações, a descoberta inesperada é que Wesley estava incluído em 127 síndromes. Infelizmente não foi diagnosticado devido à complexidade do seu caso. Entre medicamentos e diversas atividades terapêuticas, Audrei sempre buscou o melhor para o filho.

 “Minha rotina é cuidar do Wesley, deixar

ele cada dia mais independente”, relata ela.


Colocou ele na Equoterapia – que utiliza cavalos como método terapêutica – porém, isso não deu certo. Deixava o garoto nervoso. Tentou até incluir Wesley no mercado de trabalho, o que também não funcionou. “Depois de 7 meses falaram que ele não tinha se adaptado. Me tiraram o chão” expressou a sua tristeza com a falta de inclusão.


Foram várias tentativas, acertos e erros, melhoras e retrocessos. Descobrir o que funciona foi um processo e a falta de diagnóstico impediu entender com mais eficácia e rapidez o tratamento adequado. 

“Para mim foi tudo muito difícil, mas sempre corri atrás de tudo que falavam que era bom para o Wesley. Hoje ele está um pouquinho melhor” conta Audrei.


Recomeços no pós-pandemia

Os dois anos sem realizar nenhuma atividade devido à pandemia, deixaram Wesley, que gosta bastante de esportes, agressivo. Ele já havia sido atendido antes no Instituto Gabi, mas agora, após tempos desafiadores, era como se fosse um recomeço para ambos.

A Arteterapia e a Musicoterapia fazem parte dos tratamentos do Wesley, hoje, no Gabi e têm melhorando muito o seu desenvolvimento. Em conjunto com as outras terapias, o resultado foram a estabilidade nos sintomas. Já fazem 2 anos que ele não tem nenhuma crise convulsiva. 

Como o nome diz, a Arteterapia utilizada a arte com finalidades terapêuticas e a Musicoterapia, usa a música.como técnica de tratamento.

Para Audrei a inclusão começa na família, na comunidade, na igreja e na sociedade que precisa, independente da deficiência, cuidar e preparar as pessoas para essa realidade. E por isso, a inclusão que o Gabi promove, os momentos de passeios são os mais marcantes para Audrei. “No carnaval eles se divertiram muito e nós mães também. É ótimo ver nossos filhos felizes. Só tenho o que agradecer ao Instituto Gabi” afirmou ela empolgada.

Fé para continuar 

Audrei é uma mulher de fé, que descansa ao ouvir um louvor ou a pregação de sua igreja. Atualmente iniciou um devocional – diário com reflexões – todos os dias e está lendo um livro chamado “Mulheres Improváveis” de Viviane Martinello. É assim que revigoras suas energias.

“Hoje eu consigo ver que sem luta não temos vitória. E só Deus que me fortalece a cada dia para vencer as nossas lutas diárias. Cada dia é um aprendizado diferente. Nossos dias não são fáceis, mas o Senhor nos capacita e coloca pessoas para nos ajudar, como o Instituto Gabi.” expressou ela.

Como Audrei acha na fé, paz, o Instituto Gabi deseja neste Dia Internacional da Mulher, que  todas as mulheres encontrem em quem se apoiar nos dias difíceis. 

Por Nayra Teles, estudante de jornalismo e voluntária do Instituto Gabi

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